VAR no triathlon? Nova tecnologia promete acabar com o vácuo no ciclismo

VAR no triathlon? Nova tecnologia promete acabar com o vácuo no ciclismo
O uso de tecnologia no esporte veio para ficar. No tênis, no vôlei e no futebol, por exemplo, já é possível desafiar as decisões dos juízes e reanalisar os lances para checar com precisão se a bola foi dentro, se houve toque na rede, se foi gol ou se a bola não entrou, e por aí vai. No triathlon, até hoje a tecnologia não era tida como uma aliada para combater um dos maiores problemas do esporte: o vácuo no ciclismo.
Para contextualizar, é bom dar um passo atrás para quem está começando, mesmo que seja um pouco óbvio para quem já pratica e acompanha o esporte há mais tempo. Estar no vácuo significa se posicionar muito perto do ciclista que está logo na frente, que acaba funcionando como uma verdadeira barreira contra o vento. Com isso, o atleta que está no vácuo acaba economizando bastante energia, enquanto quem está com a cara no vento faz muito mais força. Fato da vida é que o vácuo só é permitido em algumas provas específicas, como as categorias profissionais do WTCS, por exemplo. Nas provas de Ironman e Ironman 70.3, o vácuo não é permitido. Hoje, penalizar ou não um atleta por estar no vácuo é uma decisão que cabe 100% aos fiscais que ficam rondando de moto de um lado para o outro durante o percurso do ciclismo. Claro que há uma limitação natural, pois nem tudo o que acontece durante a prova passa pelo crivo dos fiscais. E atualmente existe também um considerável nível de subjetividade em cada decisão de penalidade.
Mas isso promete mudar. A World Triathlon acaba de anunciar uma parceria com a RaceRanger para uma revolucionária tecnologia que tem o objetivo de identificar e punir de forma objetiva e completa os atletas que estiverem se beneficiando de vácuo em provas que não permitem este tipo de conduta.
O RaceRanger é um sistema eletrônico de sensores pensado para resolver o problema do vácuo em provas de triathlon em que isso não é permitido. Este tipo de prova representa mais ou menos 85% de todas as provas de triathlon ao redor do mundo. O RaceRanger foi desenvolvido por dois triatletas neozelandeses, em colaboração com o time de Esportes da World Triathlon, e é composto basicamente de duas unidades eletrônicas que os triatletas precisarão acoplar em suas bicicletas: um na parte da frente e outro na parte de trás. Estes sensores permitem medir de forma bem apurada e 'real time' a distância entre dois atletas durante o percurso do ciclismo. E o melhor: as informações são geradas imediatamente, e a ideia é que o atleta seja avisado caso sofra alguma penalidade no momento por meio de um sinal sonoro. A tecnologia vai além: ao entrar no penalty box, o cronômetro com o tempo da penalidade já começa a contar automaticamente.
O vídeo abaixo resume bem como a tecnologia vai funcionar. E aí, o que você achou? Será que agora o problema está resolvido? Deixe sua opinião nos comentários.

https://vimeo.com/644144232

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