O triathlon feminino no Brasil

O triathlon feminino no Brasil
Desde a chegada do esporte ao país, em 1981, as competições de triathlon contaram com a presença feminina no start-list. Dawn Webb Werneck, além de triatleta e uma das participantes da primeira prova realizada (1983), teve um papel fundamental para a inserção e divulgação da modalidade esportiva no Brasil, ao lado de seu marido José Ignácio Werneck.
O boom do triathlon no final da década de 80, com o surgimento de provas e competições e o engajamento de grandes marcas, trouxe mulheres incríveis representando o triathlon feminino brasileiro, mas o número de atletas sempre foi absurdamente discrepante em relação à participação masculina. Nem mesmo a premiação igualitária, característica das provas de triathlon desde sua criação (embora algumas vezes condicionada ao número de participantes), a participação feminina nas Olimpíadas desde a primeira edição (2000, Sidney) e o fato de ser uma mulher a representante mais conhecida e famosa do triathlon Brasileiro (Fernanda Keller, com quase 40 anos de carreira, triatleta com o maior número de títulos e recordes no Ironman e eleita a Mulher Mais Influente do Esporte pela revista Forbes, em 2006) conseguiram reduzir essa diferença.
Desde a criação das Mulheres do Tri, acompanhamos a participação feminina em provas de todo o país. Tendo como um dos objetivos aumentar o número de triatletas nas competições nacionais, monitoramos a quantidade de inscritos em provas e a porcentagem de mulheres em relação ao total. Dos eventos analisados, constatamos que as provas com maior participação feminina não chegaram a 30% do total de inscritos. Outro dado constatado é que, quanto maior a distância da prova, menor a quantidade de mulheres em comparação à quantidade de homens inscritos.
Nas conversas e debates que realizamos em nossos grupos de whatsapp - que reúnem mais de 300 mulheres de todo o país - conseguimos chegar, ao que parece, à raiz do problema: a dificuldade de conciliar os três esportes e os papéis desempenhados na vida pessoal, familiar e profissional. Também identificamos a falta de conhecimento sobre o treinamento conjugado das três modalidades e a ausência de um ambiente propício às questões femininas como obstáculos à adesão das mulheres ao triathlon.
Por isso, consideramos este espaço, no maior portal de triathlon do país, um grande passo para mudar essa realidade. Aqui conversaremos sobre tudo que for relacionado ao mundo feminino do triathlon. Para iniciar o nosso papo e para inspirar outras mulheres, que tal você contar para a gente nos comentários: como você deu seu primeiro passo no triathlon?

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