O que faz a Cervélo sempre vencer o bike count em Kona?
Desde 2005, a Cervélo vem dominando a contagem no Ironman do HavaÃ. A partir de 2007, essa vantagem começou a se tornar esmagadora. Nos últimos, a marca respondeu por, praticamente 1/4 das bikes rodando na Queen-K para a prova de Triathlon mais importante do mundo:
- 2005 – Cervelo: 195, Marca em segundo lugar: 166
- 2006 – Cervelo: 257, Marca em segundo lugar: 123
- 2007 – Cervelo: 344 Marca em segundo lugar: 128
- 2008 – Cervelo: 415, Marca em segundo lugar: 117
- 2009 – Cervelo: 462, Marca em segundo lugar: 109
- 2010 – Cervelo: 468, Marca em segundo lugar: 113
- 2011 – Cervelo: 488, Marca em segundo lugar: 185
O interessante ao se analisar esses números é que, ano após ano, a marca se mantém sólida, mesmo sem ter um  ciclista top 3 no pedal ou vencedor da prova, especialmente no masculino, entre seus atletas patrocinados. Em todos os anos, o número de bikes da marca utilizada pelo campeão ou pelo melhor pedal da prova no ano anterior sempre aumenta. Foi assim com a Kuota de Normann Stadler, a Specialized Transition de Macca, a Orbea de Craig Alexander e a Trek de Chris Lieto.

Caroline Stueffen é uma das atletas da marca
Talvez a maior garota propaganda da Cervélo tenha sido Chrissie Wellington, que conquistou seus dois primeiros tÃtulos (de um total de 4) na Big Island rodando em uma Cervélo P2, um dos modelos mais simples para Triathlon da marca. Atualmente, o time feminino da marca tem a recordista do ciclismo em Kona, Karin Tuerig, e a vice-campeã em 2010, Caroline Steffen como os grandes expoentes. Essas garotas-propaganda, contudo, atraem bem menos atenção do que os superciclistas. No Brasil, temos Eduardo Sturla como o principal patrocinado.
Vale ressaltar que o ciclista Fabian Cancellara, considerado um dos melhores contrarrelogistas de todos os tempos, venceu três campeonatos mundiais (2007 a 2009) usando uma Cervélo P3, o que o tornou o grande garoto propaganda da marca.
Muito além dos apelos de marketing, a vantagem da Cervélo no Havaà mostra que não é preciso ter as tecnologias mais avançadas, muitas vezes questionáveis, para se ter um bom desempenho. Tirando o modelo P4 (o menos usado no HavaÃ), os best sellers P2 e P3 não possuem tecnologias como: freio integrado (proprietário), caixa de direção integrada e canote integrado. Por outro lado, a Cervélo foi um dos primeiros fabricantes a ter tubos aerodinâmicos e recursos como cabos internos nos quadros, o que faz com que a P3, até hoje, ainda seja um páreo duro no túnel de vento.

A P3 é a bike mais utilizada no Triathlon por todo o mundo
Há vários pontos positivos em manter as coisas simples: 1. o custo é reduzido significativamente; 2. é fácil encontrar peças novas; 3. a maioria das bikes shops está apta a dar manutenção, 4. em casos de emergência, maior probabilidade de resolução do problema.
Os fundadores da Cervélo, os engenheiros Gerard Wroomen e Phil White continuam trabalhando diretamente no desenvolvimento dos produtos, além de acompanharem de perto as tendências da indústria, estando presentes nas princÃpais provas de triathlon do mundo, e de testarem exaustivamente os seus produtos antes de colocar no mercado. Aliás, o principal lema dos dois é que suas bikes são construÃdas pelo departamento de engenharia, não pelo departamento de marketing. Essa visão levou a Cervélo a criar o Cervélo Test Team, equipe de ciclismo do Pro Tour que serviu como principal plataforma de testes em grandes competições, como o Tour de France, o Giro d’Italia e muitas outras até 2010. A partir de 2011, a Cervélo se juntou ao time Garmin-Cervélo, mantendo a mesma filosofia de testes. Além disso, o fabricante anunciou a criação do TestTeam 2.0, um novo conceito de testes, que deve ser divulgado em breve.
A análise de custo beneficio que fizemos em nosso Guia de Bikes para Triathlon 2011 mostrou que a Cervélo P2 é a bike com melhor custo benefÃcio do mercado. Com componentes de primeira, Shimano Ultegra, este modelo atende as necessidades da maioria dos triatletas. Já a P3, vem com duas configurações, uma com componentes Shimano Ultegra e outra com Shimano Dura-Ace. Trata-se de uma filosofia da marca, ou seja, as configurações das suas bikes são definidas de acordo com aquilo que é realmente necessário para uma boa performance, utilizando-se do que há de melhor aonde se faz necessário, e compondo o restante da bike com as melhores opções de custo-benefÃcio do mercado.

P2 é o melhor custo benefÃcio do mercado
No mesmo guia mencionado acima, a análise da geometria da Cervélo, a primeira marca a realmente ter um quadro voltado para o Triathlon, evidencia que ela permite que os atletas fiquem em uma ótima posição aerodinâmica, mas com produção de muita potência. Claro que essa geometria não serve para todos os atletas, mas é uma fórmula campeã, tornando-a referência para outros fabricantes (talvez por isso a Cervélo ainda não tenha implementado algumas inovações das outras marcas).
Esses fatores combinados fazem com que a Cervélo seja uma “smart choice” para os triatletas amadores. Os melhores do mundo estão em Kona e não poderÃamos esperar outra coisa do que escolhas inteligentes de equipamentos, já que a maioria dos atletas de alto desempenho, mesmo amadores, está preocupada em adequar seu equipamento a seu nÃvel de desempenho, é isso o que a Cervélo oferece: um equipamento muito bom a um preço muito atrativo, basta olhar os números de Kona. Evidente que existem outras boas marcas no mercado. Além disso, nem todos os atletas vão se encaixar em uma Cervélo, por isso, é bom se orientar e fazer uma compra consciente. A melhor solução é consultar o Guia de Bikes MundoTRI, confira.














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