Marcelino de Miranda e Luiza Tobar vencem o Longão Cabra da Peste e Mulher Guerreira no Ceará sob condições de treino
Marcelino de Miranda e Luiza de Franco Tobar foram os vencedores do Longão Cabra da Peste e Mulher Guerreira 2011, realizado no último sábado (26), em Fortaleza, no Ceará. O nome da competição faz jus ao seu grau de dificuldade, contando com distâncias semelhantes ao Ironman (3,8km de natação, 180km de ciclismo e 42km de corrida), tendo o intenso calor cearense como agravante e complementando com condições de organização longe dos ideais para uma disputa desse porte.
A largada foi às 6h na Lagoa do Banana (Recanto do Banana), no Cumbuco. Na prova da natação, o cearense Marcelino de Miranda teve o segundo melhor tempo (51min18s), dando uma folga significativa para o mineiro Felipe Silvestre completou com o melhor tempo (45min39s). Logo na seqüência, estava o pernambucano Victor de Albuquerque Lima com 53min19s.
Foi no ciclismo que Marcelino tomou a frente e já esboçou a formação do pódio, completando a prova com um tempo de 5h01min06s, uma boa diferença para os outros competidores Victor (05h33min30s) e Felipe (05h58min22s). Na corrida a colocação dos atletas se manteve com a vitória de Marcelino, que chegou ao final no Aterro da Praia de Iracema com um tempo total de 09h31min24s. Em segundo lugar, Victor Lima e em terceiro, Felipe Dayrell.
Entre as mulheres, a paulista Luiza iniciou a competição liderando no tempo da natação (1h02min25s). No ciclismo, foi superada pela cearense Francisca Pereira, que completou a etapa com 06h14min38s contra os 06h50min14s de Luiza. Retomando a dianteira da competição no final, Luiza terminou com um tempo total de 11h57min30s. Fechando o pódio, Francisca Pereira com 12h20min08s e Jandiara Passos com exatas 14h.
Apesar do esforço dos atletas, a prova ainda contou com poucos participantes. Somente 19 homens, 3 mulheres e duas equipes de revezamento completaram os 3.800m de natação, 200km de ciclismo (sim, um erro no percurso fez os atletas pedalarem mais) e 42km de corrida. Vale lembrar que a prova acontece com trânsito aberto, ao meio de muitos veÃculos, como se fosse um treino. “Os atletas tinham que tomar o cuidado que todos estão acostumados durante o dia-a-dia de treino, como se estivessem em um treino aberto, tentando cravar o melhor ciclismo possÃvel”, declarou a vencedora Luiza Tobar. Os problemas pararam por aÃ, a mesma questão dos carros se repetiu na corrida, com atletas parando em sinais vermelhos. Cada atleta é, teoricamente, acompanhado por um staff de bike, mas a própria Luiza teve um problema quando seu staff teve um pneu furado: “Fiquei 7km sem ninguém, pedindo água para os staffs de outros atletas, até que cheguei no km 30 e tive que argumentar incisivamente com a organização”, declarou a campeã.
A grande questão que se coloca para os atletas é a seguinte: o baixo valor das inscrições (se comparada a provas da distância Ironman) justifica investir meses de treinamento para correr em condições tão precárias? Há atletas que fazem a prova todos os anos, alguns jamais correrão. A resposta cabe a cada um, a própria campeã, Luiza Tobar, pretende retornar à disputa e recomenda: “A experiência de completar um Cabra da Peste é única. Vale a pena uma vez na vida. Vale a pena. Eu, com certeza, voltarei com a saúde em ordem, para cravar um tempo mais digno.”














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