Minuto do Pan: Diogo Sclebin quer uma medalha para o Brasil
A menos de uma semana para sua estreia em Jogos Pan-americanos, o carioca radicado em Minas, Diogo Sclebin, conta as horas para o início da competição. Sclebin é, atualmente, um dos dois brasileiros com uma vaga olímpica pelo ranking da ITU (o outro é Reinaldo Colucci).
Após um ano com altos – como um 8º lugar na Copa do Mundo de Edmonton, e baixos – como o DNF na Copa do Mundo de Huatulco na semana passada; Diogo pretende fechar o ano com chave de ouro em Puerto Vallarta, no próximo domingo.

Sclebin é o destaque brasileiro
Continuando nossa série Minuto do Pan, hoje trazemos as expectativas do irreverente atleta para a tão aguardada disputa:
“Já estou aqui em Puerto Vallarta. A equipe brasileira continua em San Luis Potosi, fazendo treinamento em altitude (1.900m), eles chegam aqui dia 20 ou 21. Estou em um hotel bem perto da prova, a 300m da largada.
Recentemente, não tive uma boa performance na Copa do Mundo de Huatulco. Dentre alguns fatores que ocasionaram meu fracasso, um se destacou: ACLIMATAÇÃO. Não foi a 1ª vez que não tenho uma boa performance em uma prova quente vindo de um lugar frio, já me aconteceu isso em provas aqui no México, como a WC Monterrey 2011, quando me preparei em Portugal. Em Huatulco não foi diferente!
Para evitar um novo fracasso no Pan, optei por vir mais cedo para Puerto Vallarta. Enquanto o previsto era chegar dia 20, cheguei dia 15. Isso vai me ajudar muito na aclimatação, pois a diferença de temperatura do local onde eu estava é muito grande, além de não estar mais na altitude, o que me permite fazer treinos em maior velocidade nessa fase de polimento.
Mesmo que possa prejudicar meu bem estar nesse calor absurdo, mesmo que eu fique longe dos meus amigos de equipe, sei que essa foi a melhor escolha (feita por mim e por meu técnico, Lauter Nogueira) para uma boa performance no Pan daqui alguns dias.
Essa é minha 1ª participação em Jogos Pan-americanos. Para nós das Américas, esse é o 2º maior evento esportivo do mundo, perdendo só para os Jogos Olímpicos. Por isso, estou muito feliz vivendo tudo isso aqui. A estrutura armada, o número de pessoas envolvidas, desde a chegada no aeroporto, tudo isso passa uma ideia da grandeza e da importância dos Jogos.
Estar aqui já significa uma conquista, visto o processo seletivo que nos submetemos. Ter a chance e saber que é possível uma medalha torna essa participação ainda mais emocionante. É uma oportunidade de ter uma medalha que passará a ser o título mais expressivo na minha carreira até o momento.”





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