Diário até Kona: Rafael Brandão se despede em grande estilo
Olá a todos,
Primeiramente, gostaria de agradecer ao MundoTRI pela oportunidade de escrever o Diário até Kona 2011. Adorei a experiência e os muitos e-mails de incentivo que recebi.
Chegou a hora de escrever o último capítulo da novela, ops, do diário! (risos)
A nossa viagem para Kona foi bem tranquila. Saímos de Goiânia bem cedo e, à noite, estávamos em Los Angeles. Dormimos em um hotel ao lado do aeroporto e seguimos a tarde para o Havaí. Acredito que seja a melhor maneira de ir para lá. Dividir a viagem em duas ajudou muito, inclusive, na adaptação ao fuso horário. Fica a dica para quem for ano que vem.
Eu disse “nossa viagem” porque fomos eu, Leônidas Júnior e Marco Gimenes, todos daqui de Goiânia. Acho que não poderia ter tido companheiros de viagem melhores. Meus parabéns aos dois, pois ambos fizeram provas excepcionais.

"Turma" de Goiânia
Eu diria que vivemos uma semana mágica. Parecíamos crianças na Disney! Para quem gosta de esportes, Kona é “o lugar”.
Chegamos sexta à noite e no sábado fizemos apenas treinos leves. Nadamos 40 minutos e corremos 30 minutos. No domingo, pegamos o carro e fomos fazer a subida de Hawi, parte mais dura da prova. Meu Deus do céu, fiquei assustado! Nunca havia visto tanto vento na minha vida. Pior que o vento frontal, eram as rajadas laterais. Quase caí da bike. Quando chegamos ao carro, meu Garmin estava marcando 39.4 graus. A umidade devia estar perto de 85%. Ali deu para sentir que não iria ser nada fácil no sábado.

O Garmin de Brandão
Seguimos a semana com treinos leves e muitas risadas.
Sábado foi “O DIA”.
Chegamos bem cedo na área de transição porque queríamos achar um lugar não muito longe para parar o carro. Chegando e fizemos aquele ritual que todos conhecem: marcação do numero, entrega de special needs, calibragem dos pneus, etc. Depois fomos para a prova.
A largada é dentro da água. Pulei uns 20 minutos antes para me aquecer bem. Stress total nos minutos antes do tiro de canhão. Quando comecei a nadar, vi que não estava bem, não conseguia me distanciar dos atletas que estavam ao meu lado. Geralmente, não largo bem mesmo, pois não tenho muita velocidade. Pensei comigo “ok, já já eu começo a me sentir bem…” Ilusão! Na metade da natação resolvi “recuar”. Já que não estava nadando bem, resolvi me poupar. Saí da água com 53 minutos, bem aquém do esperado.
Hora de pedalar. Costumo dividir os 180k em 6 partes de 30km. Saí os primeiros 30km para 260w de potência, como planejado. Depois, a idéia era manter o mais próximo possível de 240w. Acabei fazendo: 242w, 240w, 240w… Infelizmente, no km 11, comecei a sentir que a temperatura do meu corpo estava aumentando, pernas e braços estavam pegando fogo e comecei a me sentir mal. Depois do km 120 não consegui mais render, uma pena!
Saí para correr com um único pensamento: CHEGAR!

Chegada
Pelo menos isso eu fiz!
Fazendo um balanço sobre toda minha preparação, achei bem positiva a experiência.
Acho que preciso mudar algumas coisas no meu treino. Sempre procuro melhorar e acho que o autoconhecimento é importante nessa hora. Temos que treinar mais nossos pontos fracos e assim desejo fazer para o Ironman Brasil 2012.
Voltar a KONA? Sim, claro!

Kona 2012?
Ano que vem? Não sei, só volto se tiver tempo de me preparar melhor para as condições da prova, pois são bem diferentes das de Goiânia, onde vivo.
Planos para esse ano? Descansar bem este mês e começar minha pré-temporada 2012 no fim de novembro.
Planos para ano que vem? Competir e sempre tentar ser um melhor atleta e principalmente um melhor ser humano.
Abraços,
Rafael Brandão.














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