Conheça o Campeão Mundial de Triathlon, Rafael Farnezi
Campeão Mundial de Sprint Triathlon na disputada categoria 25-29 anos, Rafael Farnezi voltou de Pequim com aspirações a voos mais altos. Ainda muito feliz com a vitória, o jovem atleta falou um pouco sobre a prova, a China e o que espera pelo futuro.
1. Quem é seu treinador? Como foi sua preparação para o mundial?
Rafael Farnezi: Atualmente meu treinador é o Carlos Moraes. Iniciei toda minha temporada de 2011 100% focado nesse Mundial. Claro que fiz várias provas ao longo do ano, mas sempre tendo em mente de que estaria na minha melhor forma em setembro. O Mundial era, com certeza, o principal objetivo do ano, sendo que nos últimos meses minha rotina estava bem puxada. De duas a três sessões de treinos diárias, treinando de 3 a 4 horas por dia.

Foto: arquivo pessoal do atleta
2. O Mundial foi disputa sem vácuo, enquanto o Brasileiro é com vácuo, Você acredita que poderíamos ter uma delegação mais afiada para esse tipo de prova?
Rafael Farnezi: As provas com e sem vácuo, sem dúvida, são muito diferentes. Ter mais provas com o mesmo formato do Mundial ajudaria bastante a preparar os atletas, ou seja, uma preparação bem mais específica.
3. O que mais lhe marcou na China?
Rafael Farnezi: O que mais me marcou na China foi o lugar da prova, simplesmente único. Sentir o prazer de correr no mesmo percurso onde aconteceu uma Olimpíada é incrível. Agora, o que chama a atenção aqui são os chineses, a alegria desse povo, a humildade e a disposição de ajudar. Sempre algo maravilhoso.
4. Diogo Sclebin foi campeão mundial amador da ITU em 2005, hoje briga por uma vaga olímpica. Acha que está no caminho? Quais são os próximos passos?
Rafael Farnezi: Trata-se de um sonho para qualquer pessoa que é envolvida com o esporte. Eu levo o Triathlon muito a sério, não sou profissional, mas treino duro, como se fosse. Para chegar ao ponto de conseguir largar e acompanhar atletas de alto nível é preciso tempo e muito treino. Eu tenho paciência, tenho disposição e muita vontade de chegar lá. O caminho é longo e árduo para se chegar a uma Olimpíada, mas um sonho deve ser perseguido, se não nunca será alcançado. Acompanho a luta do Diogo e vejo o quão duro é essa batalha. Torço muito por ele, com certeza o veremos em Londres representando nosso país.

Foto: arquivo pessoal do atleta
5. Em sua opinião, o que falta para melhorarmos o Triathlon olímpico no Brasil?
Rafael Farnezi: O Triathlon Olímpico no país, em se tratando de provas está muito pobre. Infelizmente não contamos um calendário consistente. Dá para contar nos dedos quantas provas nesse formato. O mínimo que deveria acontecer seria promover mais provas.





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