Por que seu GPS de corrida ou ciclismo erra?
Todo ano, no Ironman Brasil, muitos atletas se decepcionam com seu tempo no ciclismo, não pela falta de treinos, mas por acompanhar um ritmo que não era o verdadeiro, informado pelo GPS. Muitas vezes, o atleta pedala a prova inteira olhando somente a média e é aà que começam os problemas.
Imagine um triatleta pedalando os 180km do ciclismo no Ironman Brasil com média de 34km/h. A expectativa dele seria terminar o pedal com 5h17min37seg. Para a surpresa desse atleta, ele atinge a marca de 180km a 4km do fim do ciclismo. Na verdade, ele gastará mais 7 minutos para terminar o pedal e seu tempo final será de 5h24min.

O GPS pode ajudar, mas, às vezes, ele também atrapalha.
A princÃpio, isso pode não fazer tanta diferença, afinal são apenas 2% de erro. Mas imagine se esse atleta estivesse disputando uma vaga para o Mundial ou um pódio na categoria. Todo o planejamento para a prova pode ser comprometido por causa de um erro no GPS. Para compensar o tempo perdido na corrida, ele teria que correr 10seg por quilômetro mais rápido do que o programado, o que aumentaria sua chance de quebrar.
Mas, de onde vem esse erro?
Há várias fontes de erro de um receptor GPS, entre as principais: quantidade e qualidade dos satélites disponÃveis, posicionamento desses satélites e seu alinhamento geométrico, reflexões dos sinais causadas por superfÃcies na terra, túneis (que existe no percurso do Ironman Brasil), refração das ondas de rádio na atmosfera, pressão e temperatura, além dos erros de horário provocados Online Pharmacy No Prescription Needed pela correção relativÃstica (o tempo de um satélite em órbita a uma certa velocidade no espaço é diferente do tempo na Terra).
Segundo o geólogo, doutorando em geologia e triatleta Emiliano Oliveira, o GPS também apresenta erros na correção da distância percorrida em declives e aclives. “Os problemas começam quando comentamos sobre o erro de posicionamento que os GPS têm de, aproximadamente, 6 metros. Esse erro é um ruÃdo proposital, inserido em todos os satélites pelo governo dos EUA, para que o inimigo não possa jogar uma bomba com precisão milimétrica. No fim das contas esse erro não muda nada para ninguém… bem quase ninguém. Geólogos, geógrafos e atletas sentem estes efeitos.”
Esse erro de 6 metros acontece tanto no plano quanto na vertical. Especialmente em aclives e declives, o erro é multiplicado. Isso ocorre porque o aparelho entende o percurso “como se estivéssemos em uma escada”, explica Emiliano. Para dificultar ainda mais a vida dos atletas, os aparelhos que estão no mercado não possuem correção para esse tipo de erro, já que isso dependeria do governo americano retirar o ruÃdo dos satélites. Na água o problema se grava, já que o sinal não é recebido quando se está com o braço submerso.

Como o GPS interpreta os declives e aclives
Esse problema acaba distorcendo o cálculo da velocidade, tanto a média quanto os máximos, já que o aparelho entende que você percorreu uma distância maior do que a real, mas o tempo foi o mesmo. Por isso, a velocidade média mostrada é maior do que a real. Assim, espere um erro de, no mÃnimo, 2% na medição de seu aparelho.
Mas, qual a solução para medidas precisas? Usando os medidores de roda, que não sofrem influências externas e têm a margem de erro quase zero. Pergunte a algum amigo que fez o Ironman Brasil com um medidor de roda, como o Cateye e veja a diferença para quem correu com o GPS. Vale lembrar que vários modelos de GPS possuem sensores de roda para resolver esse problema, como os da marca Garmin, os mais populares entre os triatletas.
Da próxima vez que for competir, não se agarre tanto a seu GPS, use-o apenas como uma orientação. Confie mais em você mesmo e lembre-se de que ele sempre estará um pouco errado!





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