Macca nas OlimpÃadas e Craig Alexander quebrando na corrida? Sim, isso acontece no Triathlon
No último fim de semana, assistimos a um feito incrÃvel das três Emmas (Moffatt, Jackson, e Snowsill) australianas, conquistando o ouro, a prata e o bronze na WCS Hamburgo. Mas a magia do Triathlon não parou por aÃ.
Por obra do destino, outras duas histórias com australianos no fim de semana evidenciam porque amamos tanto esse esporte imprevisÃvel e difÃcil.
Na mesma prova em Hamburgo, Chris McCormack, atual campeão de Ironman, mostrou que tem total condição de disputar os Jogos OlÃmpicos de Londres 2012. Atualmente, Macca está no fim do ranking olÃmpico. À sua frente há um esquadrão de grandes atletas: Brad Kahlefeldt (4º lugar no ranking), Brendan Sexton (19º), Courtney Atkinson (11º lugar em Pequim e 20º na simulação olÃmpica para Londres), Dan Wilson (52º) e James Seear (69º). O problema? A Austrália pode ter, no máximo, três atletas, o que significa que Macca terá que estar entre os 20 primeiros do ranking olÃmpico.

Foto: Wagner Araújo
Considerando o resultado que o Chris obteve no sábado, é possÃvel que ele consiga. Macca terminou na 26ª colocação, mesmo com 15 segundos de penalização na corrida, isso em apenas 2 provas após seu retorno à ITU. Já considerando seu passado, é bem provável que ele consiga. McCormack é um dos poucos atletas no mundo que foram campeões mundiais na ITU e de Ironman. Além dele, somente mais cinco atletas conseguiram esse feito, os lendários Mark Allen (ganhou os dois no mesmo ano), Greg Welch, Erin Baker, Michellie Jones e Karen Smyers (ganhou os dois no mesmo ano). Sua vitória no Ironman do Havaà veio após cinco anos de decepções. Em 2010, quando ninguém o considerava um nome forte para vencer em Kona, ele venceu novamente na nova ilha. Se há alguém que sabe chegar onde deseja, esse alguém é Macca. Pode ser difÃcil, mas ele vai lutar pela vaga olÃmpica até o fim, e não será surpreendente se conseguir.
Um dia depois, em Racine (EUA), o bicampeão mundial de Ironman (2008 e 2009), o também australiano Craig Alexander, considerado por muitos o melhor corredor de longa distância do Triathlon mundial, sofreu com o calor e a umidade e correu a meia maratona para 1h31min, um melancólico pace de 4:19/km, bem aquém do seu ritmo nas maratonas na dura prova do Ironman do HavaÃ, uma média de 3:50/km nos 42km. Isso nos lembra que todos nós, triatletas, sem exceção, somos humanos e que quebrar também faz parte de nossa carreira esportiva.

Craig Alexander em sua segunda vitória no HavaÃ
Outras surpresas surgirão, pois é da natureza do Triathlon andar sobre a frágil linha que divide o máximo que um atleta pode dar e o que ele já não pode mais aguentar. É essa tensão que faz com que atletas se arrastem na linha de chegada, ao mesmo tempo que outros cheguem saltando de alegria. Foi assistindo e participando de conquistas e decepções que muitos de nós passamos a ter o Triathlon não só como um esporte, mas como uma filosofia de vida.
Neste fim de semana teremos mais duas grandes provas de Ironman, o Frankfurt e o Lake Placid, onde larga Eduardo Sturla, tetracampeão do Ironman Brasil e forte candidato a top10 em KOna este ano. Que venham mais surpresas!














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