Conheça Thelma Filipovitch Pereira, uma amadora à toda prova

30/06/2011 por Enviar por e-mail Imprimir
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Tritar Rio de Janeiro

A triatleta amadora e desenvolvedora de software Thelma Filipovitch Pereira tem um currículo impressionante na vida profissional e também no esporte. Em 2009, foi campeã da elite amadora no troféu Brasil de Triathlon, sendo a primeira amadora em todas as etapas na categoria 30-34 anos. Neste mesmo ano, foi campeã em sua categoria no Long Distance Pirassununga. Nesta mesma prova, em 2010, foi a melhor amadora e 3ª geral. No fim deste ano, a atleta Skarp Team, vai disputar o Ironman Cozumel, seu 2º Ironman, em busca de uma vaga para o Havaí em 2012. Entre um treino e a agitada vida profissional, Thelma conversou com a redação do MundoTRI sobre o papel do esporte em sua vida.

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Foto: divulgação

MundoTRI: Thelma, qual foi o momento mais importante de sua carreira esportiva?

Thelma Filipovitch: O momento mais importante foi quando completei uma prova de Ironman em Florianópolis em 2009. A minha meta era terminar a prova sem câimbras e não andar na maratona, em relação à prova consegui fechar em 10h42min e a maratona em 3h45min. Somente depois disso, me considerei uma verdadeira triatleta. Nesta época, eu já tinha cinco anos de triathlon, era campeã amadora do Troféu Brasil na distância short e olímpica e possuía quatro meio-ironman no currículo.

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Foto: divulgação

MundoTRI: Como se manter feminina no dia-a-dia de treinamentos e competições?

Thelma Filipovitch: Manter a aparência feminina é muito fácil e divertido, hoje em dia há roupas esportivas que valorizam e respeitam as curvas da mulher. No verão, adoro correr de saia e, no inverno, de calça legging, essas peças, por exemplo, valorizam as pernas femininas. Eu me cuido e reservo o sábado à tarde para fazer massagem, as unhas, depilação, etc. Tenho um corpo mais forte, o que, paradoxalmente, faz eu me sentir mais feminina e segura.

Mas manter a feminilidade em um ambiente competitivo e de grande vigor físico como o triathlon é mais complicado. É difícil externar delicadeza quando você é quem puxa o pelotão no treino de ciclismo ou quando dita um ritmo forte no treino de corrida e os rapazes têm que correr atrás. É algo que preciso estar sempre atenta para que meus amigos não me vejam como “um outro cara” no treino, afinal, gosto de cavalheirismo e de ser protegida e cuidada por eles.

MundoTRI: Você acredita que o esporte acabe reduzindo a vaidade das mulheres praticantes?

Thelma Filipovitch: Não, muito pelo contrário. Praticando um esporte, a mulher emagrece, tonifica o corpo e tem uma descarga de endorfina que dá um imenso prazer, o que melhora o humor. Na minha opinião, uma mulher bem-humorada e em paz com seu próprio corpo é a mais vaidosa das criaturas. Cheguei a participar da corrida de São Silvestre quando as mulheres corriam separadamente dos homens, era uma delícia, todas cheirosas, fofas, coloridas, com suas tranças e flores.

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Foto: divulgação

MundoTRI: E como você lida com seus outros compromissos (família, amigos, marido/namorado, filhos)?

Thelma Filipovitch: Não deixo de me encontrar com amigos, ir a eventos familiares ou namorar por causa de treino. Os treinos acontecem todos os dias e perder um ou outro é até saudável. Antigamente, eu achava que dedicava tempo demais ao triathlon em detrimento da minha vida social, até que aprendi que nós acomodamos os compromissos conforme o interesse e a situação.

MundoTRI: Já abriu mão de alguma oportunidade profissional por causa do esporte? O esporte já atrapalhou sua vida profissional alguma vez?

Thelma Filipovitch: Trabalho com desenvolvimento de software e tenho um horário de trabalho relativamente flexível. Consigo encaixar todos os meus treinos na parte da manhã e o trabalho no escritório até a hora que precisar. Meu trabalho sempre teve prioridade, afinal de contas, sem ele não há triatleta. Por brincadeira, digo que é meu trabalho quem “atrapalha” minha vida atlética.

MundoTRI: E como você se vê daqui cinco anos, no esporte e nos demais aspectos de sua vida?

Thelma Filipovitch: Uma das vantagens de ser triatleta é ter, no mínimo, três esportes à disposição para praticar. Quero exercitar pelo menos um para manter minha saúde física. No momento, estou investindo em uma pós-graduação no exterior, esta é a minha prioridade. Portanto, daqui a cinco anos devo estar em outro país. Até lá vou seguir o fluxo da vida, o que vier será bem-vindo, um parceiro, um filho e mais um Ironman, quem sabe!

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