Com vocês, Alexander Loiola Gomes, o Balmam

25/04/2011 por Enviar por e-mail Imprimir
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Tritar Rio de Janeiro

Com mais de 15 anos de Triathlon, o atleta paranaense Alexander Gomes (Balmam) divide seu tempo entre atividades profissionais e o Triathlon de Elite. Após alguns anos sem competir, Balmam retornou em 2009, e desde então tem retornado a cada dia aos pódios das competições nacionais. Um dos melhores atletas de Duathlon do mundo, Balman voltou  também às provas longas este ano. Com 35 anos, e ótima forma (1,78m e 66kgs), ele segue firme em busca de novos objetivos.

MundoTRI: Balmam, você é mais conhecido pelo apelido do que pelo nome (Alexander Gomes). Nós mesmos já nos confundimos em uma transmissão, porque seu macaquinho estava “Gomes”. De onde veio esse apelido?

Balmam: Quando criança, praticava natação e meus colegas me chamavam de Alex, em um determinado dia descobrimos que existia um nadador chamado Alex Baumann, e ali começou. Isso deve ter ocorrido quando tinha uns 12 anos de idade, de lá pra cá todos me conhecem realmente pelo apelido (aportuguesado), alguns chegam a achar que é sobrenome (risos).

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Foto: Vivo Esportes

MundoTRI: Como foi seu início do Triathlon? Você veio de algum esporte em particular?

Balmam: Era atleta de Handebol, porém conhecia algumas pessoas que praticavam o Triathlon. No ano de 1996 dei inicio ao esporte, onde nadava, corria e pedalava 3 vezes na semana. Isso quando cumpria uma semana 100% (risos). Mas foi em 1998 que conheci o Maurício Letzow, aonde começamos a, pelo menos, treinar mais do que as 3 sessões anteriores.

MundoTRI: Você é um dos melhores atletas de Duathlon do Brasil. Vai continuar mantendo essa característica ou pretende focar mais no Triathlon este ano?

Balmam: Gostaria de mantê-la sim. Porém quero ver se no segundo semestre foco em provas de Meio Ironman.

MundoTRI: E quais suas provas principais neste ano?

Balmam: Este ano estou focando o Brasileiro de Duathlon que Será em “casa”. Após o brasileiro irei para o SESC Brasília. Depois pretendo focar em provas de Meio Ironman. Obviamente, sem me esquecer do JASC (Jogos Abertos de Santa Catarina) no final do ano, prova que há mais de 8 edições participo.

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Foto: Eduardo Rosa

MundoTRI: Conte-nos um pouco sobre suas principais conquistas na carreira. Algum momento especial?

Balmam: Nunca fui um atleta de grandes vitórias, porém já vivi grande momentos e emoções no esporte. Acredito que o próprio JASC já me deu grandes alegrias, onde em 98% das edições que participei tive um lugar no pódio (entre os 3 primeiros). Para os que não conhecem o JASC, desde seu início sempre contou com grandes nomes do esporte. Já passaram por ali Alexandre Manzan, Virgílio Castilho, Antonio Marcos, Paulo Miyashiro, Mauro Miyashiro, Juraci Moreira, Marcus Ornellas, Catta Preta, Fábio Carvalho, Igor Amorelli, Guilherme Manocchio, Reinaldo Colucci, Diogo Sclebin, Chicão, entre outros grande atletas.

Como melhores resultados considero:
> Campeão Brasileiro Universitário 2004;
> Vice- Campeão Sul Brasileiro 2004;
> Campeão Brasileiro de Duathlon de 2010;
> 3ª colocação no Pan Americano de Duathlon também em 2010.

Como momento marcante, Ironman 2005, quando estava na 4ª colocação, aproximadamente no km 120 do ciclismo, juntamente com Reinaldo e outro atleta americano, quando uma moto bateu em um cone e acabou me derrubando. Marcante, pois após o incidente parei por quase 3 anos de treinar (risos).

MundoTRI: Em quem você se espelha no esporte, quais seus ídolos?

Balmam: Meus ídolos são pessoas muito próximas de mim, que com o passar dos anos, muito esforço e dedicação mostraram que podiam alcançar seus objetivos. São eles: Guilherme Manocchio e Santiago Ascenço. Acredito que ambos já conquistaram vários de seus objetivos e não tenho dúvidas que terão muitas alegrias pela frente.

MundoTRI: Como é sua rotina de treinamentos? Treina de manhã e a tarde? Quem é seu técnico? E quais são as pessoas que fazem parte da equipe? Pedala quanto por semana? Corre quanto e nada quanto?

Balmam: Começo o dia de treino em cima da bike as 6h30 da manhã, corro no horário de almoço e nado no período da noite. Obviamente, devido ao trabalho, nem sempre consigo cumprir 100% do planejado.

Quem me passa os treinos é meu grande amigo e companheiro de treino, Guilherme Manocchio. Treinamos na Universidade Positivo, um lugar muito bacana, com uma equipe formada de aproximadamente de 40 atletas, pessoas que saem do seu trabalho e vão lá soltar os braços e contar piadas nos intervalos das séries. (risos)

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Foto: Eduardo Rosa

MundoTRI: Além dos treinos, você tem uma jornada intensa de trabalho. Como é o seu dia-a-dia?

Balmam: Entre os horários de treinamento, e muitas vezes até após o último treino, a natação, me dedico a minha empresa, isso praticamente de segunda a segunda. Confesso ser bastante cansativo, porém sou uma pessoa realizada em meu trabalho.

MundoTRI: Nas horas vagas costuma fazer o quê? Quais seus hobbies?

Balmam: Quando sobra um tempinho eu durmo (risos). Sou fã de me reunir com os amigos. Sempre estou fazendo algo em minha casa, ou algo fora. Filmes também são minha paixão.

MundoTRI: Para os atletas que estão começando o que você diria?

Balmam: Procurar um orientador (técnico) e seguir o seguinte lema: “Técnico é como Santo, cada um tem o seu!” (risos) Ou seja, acredite naquilo que seu técnico lhe passa e esqueça o que os outros treinam.

MundoTRI: Como você vê o Triathlon brasileiro daqui cinco anos?

Balmam: Acredito que logo teremos destaques a nível mundial no Triathlon Olímpico e Ironman, está próximo.

Porém, aproveito a oportunidade para falar do Duathlon brasileiro que infelizmente está esquecido. Relembro que já tivemos um Bi-campeão Mundial Junior 1999/2000 e Vice Sub 23 em 2002 – Santiago Ascenço, e inúmeros atletas com grande potencial que talvez pudessem nos trazer resultados como estes.

MundoTRI: Alguém que você queira agradecer?

Balmam: Primeiramente agradeço meus apoiadores: 3T, Suplicy Bikes e FME Itajaí, pois acredito que empresas que apóiam atletas merecem ser reconhecidas e respeitadas, pois são elas o que transformam sonhos em realidade.

Agradeço também a Deus por ter me dado uma vida tão abençoada, família, amigos e em especial minha Esposa, que é fora de série.

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