Diário até o Ironman: Guilherme Manocchio e Ariane Monticeli

17/02/2011 por Enviar por e-mail Imprimir
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Tritar Rio de Janeiro

Os dias vão passando e os nossos atletas estão intensificando seus treinos, visando competições preparatórias para o Ironman Brasil 2011.

Guilherme Manocchio

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Guilherme Manocchio

Nessa semana me preocupei especialmente com a técnica afinada de cada modalidade. Sabe-se que para se ter um bom rendimento em qualquer modalidade é imprescindível uma biomecânica eficiente. Por isso, nessa semana fiz alguns ajustes na minha bike e estudei alguns aspectos do triathlon que poderia melhorar.

Foram 7 dias de treino, sendo que Segunda e Domingo foram os dias mais tranqüilos, sem muito compromisso com o relógio. Nos outros dias, porém sempre teve treinos de intensidade e preocupação com tempos e velocidade.

Um treino que foi muito divertido foi o treino de Sexta-feira. Era um simulado de triathlon rápido das distâncias 500m natação – 8.5km ciclismo – 4km corrida. Acho engraçado fazer esses treinos no meio da semana sem qualquer tipo de descanso. Ao entrar na água parecia que estava com 3x o meu peso, devido aos dias anteriores. Mas é bom estar sempre preparado, pois isso pode acontecer em uma prova também.

Após aquecer deu pra fazer o simulado numa boa. Natação em 6min e pouco, bike a 34km/h (percurso muito difícil) e corrida próximo de 14min. Foi muito bacana lembrar a situação das transições e reajustar o corpo à mudança de modalidade. Afinal, semana que vem estarei no participando no Internacional de Santos.

Fiz 3 treinos de ciclismo, 5 treinos de corrida, 7 treinos de natação, 1x trabalho de musculação e 2 sessões de alongamento na semana. (20 – 300 – 60). Para uma semana “fácil” foi bom. Principalmente porque desses 7 treinos de natação, 5 foram pesados.

Final de semana teve um triathlon aqui no Litoral, organizado pela Triativa Eventos e válido como etapa do campeonato paranaense. Não participei, mas fiquei muito satisfeito com a vitória do Balmam e do resultado dos atletas da equipe Manocchio Team. Parabéns!

Guilherme Manocchio

Ariane Monticeli

Referências…

Primeiro quero voltar a falar que este mês é o meu mês de sorte, pois não voei praticamente nada, já que tive que renovar meu passaporte e como só faço vôos internacionais não tenho como trabalhar. Além disso, tive alguns dias de treinamento em terra. Porém, isso também significa pouco dinheiro. Quanto mais eu voo melhor eu ganho, mas tudo bem. Estou treinando direitinho, me alimentando bem, descansando bem, partes essas todas muito comprometidas quando tenho muito trabalho no mês.

ariane Diário até o Ironman: Guilherme Manocchio e Ariane Monticeli

Ariance Monticeli

Minha primeira prova do ano será o Internacional de Santos. Não é prova alvo, portando não descanso para ela, continuo com treinos de velocidade e força. A primeira prova alvo é o 70.3 de San Juan, dia 19 de março. Para essa sim, devo chegar no pico e descansada. Para tudo tenho o planejamento dos coachs!

Ainda não comecei com os volumes absurdos no pedal. Estou fazendo bastante estímulos de velocidade e praticamente faço os 3 treinos todos os dias. Fechei a semana passada com 80km de corrida com 3 dias de velocidade e os outros todos rodados, de bike sinceramente não sei.

Além disso, natação de segunda a sexta-feira no Clube Pinheiros de 4km a 5km normalmente.

No Sábado tem treino de transição com natação solta e domingo fica opcional para nadar, mas domingo é dia de pedal duro, então acabo dormindo o resto do dia.

Muitas vezes treino sozinha, mas muitas vezes não. É ai que quero chegar, ao porque do meu título. Quem são suas referências? Ficar sonhando com os atletas profissionais mais tops é válido, mas eles estão ali do seu lado…

O Triathlon é um meio competitivo, mas é um meio onde você faz muitas amizades, onde existe muita camaradagem, onde gostamos de falar dos treinos depois que eles terminam, dar risadas das situações, contar vantagem… Neste ponto sou extremamente privilegiada, treino com ciclistas profissionais, treino com uma galera que nada muito e corre muito.

Você olhar para lado, no meu caso para todos os lados das raias do Pinheiros, e só tem fera: Flavinha Fernandes, Arthur Ferraz, Juraci Moreira, Fabio Carvalho, Andre Lemmi, Ricardo Ogata, João Lenza, Marcelo Marques, Thómas Kirstein, Roberto Azevedo, dentre outros.

Pedalo com os melhores ciclistas do Brasil: Jean Coloca, Francisco Chamorro, Adriano(Padaria Real), Celso Andreson. Além dos triatletas que pedalam muito: Luis Otavio Duarte, meus amigos queridos Santiago Ascenço, Rafael Brandão, Ana Lidia Borba, Thiago Vinhal e outros.

Fazer treino de pista então, Eduardo Beretta, Alexandre Takenaka, Tirinho, Arthur, só a moçada top do Pinheiros, ou até mesmo girar com o Fabinho (Carvalho).

Adoro poder viajar e treinar com os triatletas das diferentes cidades . Com Alexandre Ribeiro no Rio, receber o carinho da Fernada Keller se colocando a minha disposição, Lucas Pretto no sul, Manente e Mariana Borges em Floripa. Em todas as cidades tem os brothers: BH, Goiânia, Brasília, Curitiba…

Enfim treinar com alguém mais forte que você é bastante válido às vezes, e não só válido, como também muito inspirador. Olhar para o lado e ver aquele “cara” lhe incentivando, lhe puxando, aquele “cara” que é uma referência para você, de força, de atleta… pode ser amador ou profissonal, não importa. O treino sempre sai mais gostoso e você certamente sempre sai mais feliz!

Busque suas referências!!

Bons treinos

Ariane Monticeli

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