Novas informações sobre a investigação de doping contra Lance Armstrong

20/01/2011 por Enviar por e-mail Imprimir
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Tritar Rio de Janeiro

O ciclista heptacampeão do Tour de France e, atualmente, aspirante a Ironman, Lance Armstrong, está sendo investigado por um agente da Food and Drug Administration, órgão do governo americano.

De acordo com a Revista Sports Illustrated, há novas e importantes revelações sobre o caso. Os agentes investigam se Lance Armstrong estava ou não envolvido com um grande esquema de doping na equipe de ciclismo U.S. Postal Service, de 1999 a 2004. Há meses estão sendo ouvidas testemunhas e pessoas próximas a Lance em diversos países.

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Lance terá um duro caminho para provar sua inocência

Os repórteres da revista identificaram uma série de fatos importante em milhares de páginas de documentos, daquilo que seria uma das maiores decepções do esporte:

> Nos anos 90, Lance teria tido acesso a uma droga chamada HemAssist, desenvolvida pelo laboratório Baxter Healthcare Corp. Essa droga é utilizada para casos extremos de perda de sangue, mas pode potencializar o transporte de oxigênio no sangue, sem os riscos do EPO. Lance, por meio de seus advogados, alega nunca ter usado a droga.

> O ciclista Floyd Landis, da equipe de Armstrong à época, afirma que os vôos fretados para equipe eram frequentes, e que o rigor alfandegário e de inspeções nesses vôos é menos intenso. Segundo landis, em um vôo em 2003, agentes encontraram seringas e ampolas em uma mala de Lance, que alegou que se tratavam de vitaminas. Em reposta, o ídolo americano alega que tal incidente nunca ocorreu.

> Quando a polícia italiana e oficiais da alfândega vasculharam a casa do colega de equipe Yarolslav Popovych em novembro do ano passado, descobriram documentos e e-mails que relacionam Armstrong com o controverso médico italiano Michele Ferrari até o ano de 2009, mas Lance diz que cortou relações com ele em 2004.

> Em uma carta revisada pela Sports Illustrated, as taxas de testosterona de Lance foram relatados como acima do normal em três ocasiões entre 1993 e 1996. Nas três oportunidades, os testes foram descartados pelo especialista do laboratório da UCLA, Don Catlin, que realizou dezenas de exames em Lance entre 1990 e 2000. Em 1999, a Federação Americana de Ciclismo solicitou ao laboratório os resultados de exames passados de um ciclista, identificado pelo número de registro e não pelo nome. Em uma carta resposta ao pedido, Catlin informou que não poderia recuperar cinco dos testes do atleta. Dos cinco resultados que não podiam ser recuperados, três estavam fora dos padrões: 1) Uma taxa de 9:1 em 23/6/ 1993; 2) Uma taxa de 7.6:1 em 7/7/1994; 3) Uma taxa de 6.5:1 em 4/6/1996. A maioria das pessoas tem uma taxa de 1:1. Até 2005, qualquer taxa acima de 6:1 era indício de doping, desde então esse valor foi reduzido para 4:1.

> O ciclista neozelandês Stephen Swart, que foi da quipe Motorola, com Lance Armstrong, em 1995, afirmou que Lance era o responsável por instigar alguns membros da equipe a se doparem com EPO. O próprio Stephen assumiu o uso de EPO. Lance continua alegando sua total inocência e essa novela deve se arrastar ainda por anos.

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