Fraturas por estresse – parte 2: diagnóstico, tratamento e prevenção

    Em 14 dez 2010

    O diagnóstico inicial se dá por forte dor a palpação do osso, dor ao movimento e descarga de peso e incapacidade de prática esportiva. A dor inicia logo no início do movimento e permanece “latejando” horas após o término da atividade. O médico deve ser consultado imediatamente para solicitação de exame complementar. A Ressonância Magnética e a Cintilografia óssea são os exames padrão OURO para este tipo de lesão. O RX dificilmente diagnosticará uma fratura por estresse inicial e muitas vezes é onde ocorre o erro de diagnóstico deste tipo de lesão.

    TRATAMENTO

    Tratar a lesão por estresse parte do princípio de “retirada total ( ou quase ) do estresse” para deixar o osso se regenerar. Ou seja, interromper imediatamente a prática esportiva, repouso e em alguns casos, medicamentos anti-inflamatórios ou analgésicos para a dor. No caso de lesões em membros inferiores, a utilização de órteses como um Robofoots ( botas especiais que diminuem a carga de membros inferiores ) e palmilhas corretivas podem fazer com que o estresse sobre determinado local diminua.

    O período de remodelação óssea varia com o grau de lesão, normalmente de 4 a 12 semanas é necessário para que o osso regenere.

    O período de remodelação óssea varia com o grau de lesão, normalmente de 4 a 12 semanas é necessário para que o osso regenere

    PREVENÇÃO

    Lesões por overuse possuem uma prevenção eficiente, porém um trabalho multidisciplinar é essencial para identificar e prevenir este tipo de lesão. A realização de uma Avaliação Biomecânica junto a um fisioterapeuta para análise de movimento do corpo inteiro é uma ferramenta importante para identificar os fatores de risco, os desbalanceamentos musculares e disfunções do movimento. Respeitar e possuir uma boa comunicação com o seu treinador é outro fator fundamental para adequação do volume e intensidade do treino, o acompanhamento nutricional para balanceamento de nutrientes e vitaminas essenciais para maturação óssea e principalmente o controle do peso corporal ( Mais peso, mais sobrecarga ).

    Mas o principal fator é realmente a PROGRESSIVIDADE da atividade, respeitar as planilhas de treinamento e realizar descansos entre uma ou outra sessão de treinamento que envolva estresse repetitivo e sobrecarga axial!

    Gustavo de Paula Braga é Fisioterapeuta da Clínica Moove, Antiga Dr.Fisio. Especialista em Treinamento Esportivo e Especialista em Fisioterapia Esportiva, é também Fisioterapeuta da Seleção Brasileira de Judô. Mais informações: www.clinicamoove.com.br

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    Gustavo de Paula Braga é Fisioterapeuta da Clínica Moove, Antiga Dr.Fisio. Especialista em Treinamento Esportivo e Especialista em Fisioterapia Esportiva, é também Fisioterapeuta da Seleção Brasileira de Judô. Mais informações: www.clinicamoove.com.br

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