Da cadeira de rodas para o Ironman: a história de Monique van der Vorst

27/12/2010 por Enviar por e-mail Imprimir
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Tritar Rio de Janeiro

A holandesa Monique van der Vorst teve sua vida totalmente virada quando, há treze anos, teve uma paralisia nas duas pernas. Na época, a então jogadora de hóquei torceu o tornozelo e passou por uma cirurgia simples. Um erro médico simples acabou deixando-a com paralisia na perna esquerda e, após um ano, também na perna direita.

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Monique também foto campeã mundial de ciclismo - Foto: divulgação

Após meses de cirurgias e tratamentos, Monique desistiu de tentar voltar a andar começou a aceitar sua nova condição. Após um difícil período de adaptação e superação do trauma, ela ingressou no esporte paraolímpico, ingressando nas corridas de cadeira de rodas e no handcycle, bicicleta na qual se pedala com as mãos.

Em Pequim, 2008, a atleta conquistou suas primeiras medalhas paraolímpicas: prata nas duas modalidades. Em 2009, Monique foi uma das poucas atletas a completar o Ironman do Havaí na categoria cadeirante, superando os clássicos 3,8km de natação, 180km de handcycle e 42km de corrida de cadeira de rodas na Grande Iha.

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van de Vorst nas Paraolimpíadas de 2008

Neste ano, Monique começava a preparação para o ciclo olímpico de Londres 2012, quando dois acidentes mudaram sua vida. Em março, durante um treino, uma atleta se chocou com a holandesa, derrubando-a no chão. Monique não sofreu nenhum dano, mas, incrivelmente, sentiu espasmos em suas pernas, o que não sentia há mais de 10 anos.

Pouco depois, em junho, ela foi atingida por um automóvel durante um treino. Dessa vez, o impacto foi mais violento e atingiu sua coluna espinhal. Logo após o acidente, van de Vorst sentiu suas pernas formigando, algo ainda mais extraordinário. Após alguns dias, Monique já podia senti-las. Um mês depois, os médicos iniciaram a fisioterapia, o que permitiu que a atleta voltasse a caminhar em dezembro deste ano.

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Monique voltou a andar neste fim de ano - Foto: divulgação

Mais uma vez, a holandesa vai ter que se superar, já que terá que abando ar o sonho de competir mais uma vez nas paraolimpíadas. Mas ela não desiste, seu próximo objetivo é disputar um Ironman, agora como um atleta comum. Como o próprio slogan do Ironman diz: tudo é possível.

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