Conheça o gel de carboidrato caseiro

02/07/2010 por Enviar por e-mail Imprimir
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Tritar Rio de Janeiro

Sobre o gel, que era supostamente “caseiro”, vejam a resposta que o Dr. Pedro nos deu:

“Com relação à fórmula do gel, infelizmente não posso informar a constituição, pois o sigilo sobre a mesma foi exigido contratualmente por um fabricante de suplementos nutricionais ( que também pediu anonimato pelo momento), que procuramos para a produção e didtribuição do mesmo.  Apenas para ilustrar, foi comentário desse fabricante durante as negociações, que entende  como diferencial  ”sine-qua-nom”, do Gel, o fato de sua constituição, estar absolutamente dentro dos parâmetros do  COI/WADA/UCI.”

Ou seja, não tem nada de caseiro. Pedimos desculpas aos nossos leitores, pois fomos  informados por Emerson Rogério Salviani, amigo do Dr. pedro e que nos apresentou a ele,  que o gel era caseiro e desenvolvido para uso pessoal. Nosso intuito era compartilhar com os atletas uma informação preciosa. De qualquer forma, gostaríamos de sugerir ao Dr. Pedro que mude seu discurso, pois deu a todos a mesma impressão: que o gel era caseiro.

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É do conhecimento de todos nós que treinamos e com frequência competimos, que sucesso e resultados estão associados a treino e genética favorável. Entretanto, quanto mais o nível de desempenho se eleva mais esses dois fatores primordiais se igualam. É exatamente em decorrência disso que observamos a constante busca por diferenciais.

Hoje, como médico, atleta e especialista em fisiologia e nutrição desportiva, considero que para o atleta, a nutrição, e também a suplementação nutricional trans-treino trazem a possibilidade de diferencial significativo.

Quanto à nutrição é pacífico: não existe atleta bem sucedido se o aporte nutricional/calórico diário do mesmo não estiver compatível com a demanda dos treinos e competições.

Deve também ficar claro que, cada atleta é um atleta, portanto, não existe uma receita de bolo para todos; treinos diferentes, objetivos diferentes, condicionamentos diferentes e principalmente, condições clínicas, pessoais e psíquicas dispares.

O Gel que desenvolvemos é consequência de um trabalho que já evolui ha mais de dois anos.

É  evidente para quem estuda e acompanha a literatura científica, que os trabalhos científicos enfocando suplementação nutricional no esporte são poucos, geralmente pouco abrangentes e muito raramente randomizados e duplo cegos. Trata-se de uma mescla de informações onde muito cuidado temos que ter para que no seu bojo não estejam entremeados interesses comerciais.

A linha de raciocínio que passei a seguir, é que nós seres humanos, muito provavelmente por fatores evolutivos (tamanho do encéfalo, postura ereta), pelo intelecto superior e capacidade de criar e inventar maquinas e/ou domar e utilizar animais para nos a locomoção, ao longo desses milhares de anos de evolução, acabamos por perder a capacidade de efetuar de forma metabolicamente plausível, esforços continuados e intensos.

Basicamente, entendo que estamos projetados enzimaticamente para fugir no susto (fosfogênico; em 6 segundos), continuar correndo par mais dois minutos (glicolítico aerobio ) e seguir correndo por mais 15 minutos (fosforilativo). Quando excedemos esse envelope evolutivo, resumidamente, ao invés de consumir nossas reservas de gordura, “burramente”, nosso organismo consome também nossas proteínas, massa muscular.

Dessa forma, cada vez que ultrapassamos o envelope “humano”, para a atividade física, podemos dizer que também executamos uma “autodigestão”.

A suplementação desportiva que desenvolvemos, objetivou com base nessa teoria, estar minimizando ao máximo a degradação muscular durante os t reinos longos e estar colocando no tempo certo da intensidade e a disposição do organismo, os nutrientes necessários.

A criação do Gel visou primordialmente o suporte ao evento glicolítico (pex: subidas, aceleração nos minutos finais), e na suplementação na fase trans-treino, a disponibilização de carboidratos e aminoácidos, vitaminas e anti-oxidantes. Vale lembrar, que também no gel foram adicionados aminoácidos e anti-oxidantes aos carboidrato

Embora não disponhamos nesse momento de trabalhos científicos próprios, o que temos observado nos atletas que tem utilizado esse protocolo de trabalho no qual se insere essa suplementação, é que a percepção do ponto de fadiga é claramente retardada, a recuperação após picos de maior intensidade no treino é encurtada e, a sensação de fadiga pós-treino é também claramente percebida como reduzida. O que ouvimos é: “dá para treinar à tarde, continuar treinando”…

É importante também ressaltar com ênfase, que todos os constituintes da suplementação desenvolvida e em aperfeiçoamento, estão dentro dos parâmetros que o COI-Conselho Olímpico Internacional e WADA – Agencia Internacional Antidoping, estabelecem, seja individualmente por constituinte e sua concentração, ou pela associação dos mesmos; quer dizer, dentro da norma.

Dr. Pedro Carvalho
CRM-SP  56831

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