Ciência: o controle do pulso basal no processo do treinamento esportivo
Neste artigo, o treinador e professor, Fábio Pinheiro Ramos apresenta a importância de parâmetros de controles dentro do processo de treinamento que contribuem no desempenho dos atletas analisando dados diários do pulso basal, tendo assim, mais uma forma de avaliar e controlar as cargas evitando disfunções dentro da periodização.
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A ciência do esporte a cada dia evolui, abrindo portas para que os atletas se superem, lutando de forma direta no processo investigativo para vencer a barreira do empirismo que ainda nos dias de hoje se ver claro em muitos esportes.
Através de uma larga teoria que vem sendo criada, os teóricos do assunto junto com os práticos vêm moldando modelos de treinamentos e aplicando-os, mas com toda consciência possÃvel, assim sabendo do perigo que é errar foram criando meios de controles para a prevenção do fracasso e para ter como um guia se estava ou não indo de forma efetiva as adaptações nos atletas.
Assim com muita cautela, foram desenvolvendo o método do controle do pulso basal, se deram conta que nosso organismo poderia dar uma resposta no dia seguinte aos estÃmulos de treinamento e pouco a pouco analisaram que não só de um dia para o outro, mas também de uma semana para outra e de um mês para o outro.
Já a partir de resultados adquiridos no cenário mundial, venho demonstrar o que foi aplicado na etapa de base do treinamento obtendo valores positivo na adaptação dos meus atletas tendo uma diminuição do pulso basal ao decorrer da primeira fase básica, assim podendo ter uma resposta de que o sistema de treinamento aplicado foi favorável e relacionando com os câmbios fisiológicos na hipertrofia do músculo cardÃaco, aumento de mitocôndrias, aumento na capilarização etc.
O estudo
Durante 12 semanas foi analisado o pulso basal dos atletas Thiago Pombo e Gabriele Nery ambos triatletas baianos, de forma sistemática obtendo valores instáveis no inicio dos treinamentos seguindo de um descenso desses batimentos com o passar das semanas.
A metodologia aplicada pede que durante 1 minuto o atleta possa contar seus próprios batimentos logo ao despertar e abrir dos olhos. Seguindo essa metodologia podemos estar avaliando o estado do mesmo, caso haja aliterações nas pulsações com um aumento de 6-8 batimentos do valor mÃnimo que tem o atleta o treinador já pode suspeitar que algo esta caminhando de forma desordenada, esses parâmetros fazem com que o treinador se limite a continuar estimulando ou desenvolvendo o atleta aplicando fortes cargas de treinamento e com isso pausando e avaliando o que pode estar causando estas alterações no pulso. Se caso exista aumento do pulso em certo dia a preocupação é menor, pois pode ser uma noite de insônia, uma febre repentina, ou uma má digestão.
Devido a toda a explicação, demonstro os resultados graficamente calculados com uma linha de tendência que indica a diminuição do pulso basal com o passar das semanas tomando como referencia o valor 60 como parâmetro para a atleta Gabriele e 50 como parâmetros para o atleta Thiago.
Atleta: Gabriele Nery



Atleta: Thiago Pombo



Recomendações para os atletas
Devido à s respostas dadas nos gráficos concluÃmos que é de uma grande importância o controle do pulso basal, pois sempre teremos um componente de controle a mais para a evolução dos nossos atletas e do nosso trabalho.
Sempre buscamos trabalhar da melhor forma possÃvel, mediante isso recomendo que os profissionais que trabalham buscando sempre a melhora incluam mais essa forma de controle no seu dia dia.
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Por Fábio Pinheiro Ramos – professor universitário e de cursos de pós-graduação em Educação FÃsica e Treinador de Triathlon da seleção baiana. E-mail: fabioramos@triacao.com.br






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