Race report de Caiobá: Wagner Araújo e Ciro Violin

15/04/2010 por Enviar por e-mail Imprimir
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Tritar Rio de Janeiro

Wagner Araújo

Na semana passada fiz o Long Distance em Caiobá, juntamente com Ciro Violin e vários amigos de treino. Além da descontração da prova com os amigos e o prazer de rever conhecidos de outras cidades, o final de semana foi bom para relaxar a cabeça dos problemas do dia-a-dia.

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Wagner Araújo

Na segunda-feira antes da prova eu estava bem cansado dos treinos, como disse no último depoimento, mas bastou três dias de polimento para eu ficar zero. Estava tudo fácil, e eu achei isso ótimo, pois o volume e a intensidade estavam elevados até então.

Cheguei no Paraná no sábado, montei a bike e testei por 30 minutos, só para soltar. Arrumei tudo á tarde. Gosta de ter certeza que tudo está ok, então conferi duas vezes e a partir daí foi só ficar na cama e comer. Sempre engordo nas semanas de prova. Antes eu ficava preocupado, agora sei que é a reposição do glicogênio no organismo. Jantar de massas e fomos dormir cedo para largar no dia seguinte.

Dia frio e chuvoso. Detesto correr na chuva, acho muito perigoso a bike, mas fazer o quê? Comecei a prova animado, mas minha natação foi péssima. Saída primeira volta de 950m com 22′, não estava acreditando. O mar estava muito mexido, com corrente, ondas, fora as porradas dos outros competidores. Não consegui pegar esteira, não consegui me orientar, não consegui fazer nada, afinal quando treino em águas abertas é em lagoa, sem onda, sem nada. Na corrida para a segunda volta me xinguei e decidi que ia melhorar a volta, comecei a encaixar mais, mesmo não respirando 3×1, que é o jeito que nado melhor. Saí da segunda volta com 17′, bem melhor que a primeira, mas bem cansado. Andei um pouco e depois corri os mais 500m até a transição.

Minhas transições são rápidas, minha T1, eu já nadei com tudo por baixo e, basicamente, só coloquei óculos e capacete. O maior problema de sair mal da água é não ver muitas bikes na T1… Bola para frente. Subi na magrela e comecei a perseguição. Aliás, esse é o ponto bom de vir de trás, à medida que você vai ultrapassando as pessoas, isso gera uma motivação enorme. Mas isso pode ser perigoso. defini com meu técnico que não faria a prova para a morte, mas com um ritmo pouco acima do que pretendo fazer no Iron. Na primeira volta do ciclismo, mesmo com chuva, andei bem acima desse ritmo. Na segunda, a chuva parou, mas começou uma ventania absurda, de lado, de frente, de cima, de baixo… nossa foi terrível, a média começou a despencar (na verdade ela foi para a média que eu queria fazer mesmo, algo perto dos 36km/h. Nesse momento comecei a pensar no Ironman, o que vou fazer se o vento aperta? Continuar mantendo o nível de esforço planejado e não me preocupar com a média. Foi o que eu fiz. Terminei o pedal com 2h17′.

A T2 foi um pouco mais demorada, aliás, sempre é. gastei uns 30s para tirar a meia de compressão. Gosto de pedalar com ela, mas não consigo me soltar na corrida. Uma dica legal para a T2, que me foi dada pelo Vinícus Santana que escreve aqui no site, é deixar tudo em uma sacola de supermercado e sair correndo com ela. À medida que corre vai colocando viseira, gels, cápsulas de sal etc. A vantagem é que você não perde tempo parada na transição e, ao mesmo tempo, não sai correndo rápido demais (principal motivo das quebras na corrida).

Comecei a corrida mal, os 3km iniciais foram terríveis, com média de 4’50′/1000. No km 3 fiz xixi e aí tudo melhorou. Testei uma técnica de fazer xixi que vi o Hasmuss Henning faze. Ele para no posto, pega dois copos de água e joga sobre a bermuda, quando começa a sair ele volta correr e depois que termina joga mais água. Assim perde-se menos tempo, assim como fazer xixi na bike.

Depois disso fui encaixando e mantive quando cheguei na média de 4’40″/1000, que era a média programada e algo pouco abaixo do que espero fazer no Iron. Fui assim até o final, passei vários atletas na corrida (não tantos quanto na bike) e terminei bem com 4h38′. Mais do que o tempo a prova foi importante para avaliar minha condição. terminei a prova com dores, mas não foi o máximo. No Iron isso será fundamental, saber dosar o ritmo, segurar a onda na bike e correr devagar no início. Parabéns aos campeões Ascenço e Festner, que me deram muita atenção quando conversamos e a todos amigos que fizeram a prova.

Além de um ótimo treino, pude testar todo o equipamento e a alimentação para o ironman, deu quase tudo muito certo. Só terei que trocar a bermuda que farei a prova, pois senti um pouco de incômodo. Como disse para o Kleber Corrêa no dia seguinte à prova: estou começando a acreditar que anything is possible. Outra coisa que me deixou feliz foi a quantidade de elogios que recebemos pelo site, isso foi muito gratificante, fruto de nosso trabalho intenso.

Neste final de semana volta o batente, sexta tem tiroteio de natação: 38x100m! No sábado longo de corrida e domingão com 150km de bike mais uma corridinha depois. Não dá para escapar, pois tudo na vida é treino.

Twitter: @wagnerfredtri

Ciro Violin

Minha semana foi ótima! Apesar de sair completamente fora dos treinos para o IronMan, e me manter treinando leve, sem longos, tive uma ótima semana sem me cansar.

DSC08189  Race report de Caiobá: Wagner Araújo e  Ciro Violin

Ciro Violin

Foquei muito a prova de Caiobá, pois queria ir muito bem nela, já que o ano passado quebrei no final e rastejei pelos 2 últimos kms.

Fiz alguns ótimos treinos de natação durante a semana, o que totalizou 20km no final dela.

Fiz 4 treinos bons de bike o que totalizou 250km, e apenas rodei de leve na corrida, e o total ficou em 75km (Isso contando as metragens da prova).

Apesar de ter treinado bem a natação durante a semana, o mar não ajudou muito no dia “D”. Eu sei que isso é pra todos, mas eu tinha treinado pra nadar em boas condições. Como Caiobá sempre tem um bom mar, foquei desta maneira.

Mas não adiantava muito aplicar força, nem técnica, mesmo que eu quisesse fazer, não conseguia, pois as ondas não deixavam… então apenas nadei, pois eu era insignificante perto daquele marzão.

Saí da água ao lado do Santiago Ascenso, e cheguei a pedalar com ele por quase 7km, e depois ele desapareceu. Meu rendimento não estava nem perto do que eu tinha treinado e muita gente começou a me passar. Durante o ciclismo eu me perguntava a todo momento o que estava acontecendo, pois num planão daquele eu estava pedalando a 37 por hora quando deveria estar a 40, então mesmo não me conformando com a situação apenas pedalei. Desta maneira acabei ficando muito para trás, e cheguei completamente desanimado na transição, onde caminhei para entrar e para sair dela. Quando a corrida começou, demorei alguns kms para encaixar, mas acabei encaixando e comecei a passar muita gente.

No final de 3 voltas tinha saído de 28o para 5o lugar no geral e ainda sendo o primeiro amador do dia finalizando com o tempo de 3h59.

Foi um belo simulado para o IronMan, já que treinei não só os músculos, mas também a cabeça.

No Iron, esses baixos rendimentos, e o desânimo irá estar presente em boa parte da competição, e não vai adiantar eu estar apenas com os músculos treinados, sem a cabeça para controlá-los.

Uma ótima semana de treinos a todos.

Ciro Violin – atleta New Balance, PipaDesign, TopTelha, Cia do Móvel, Energético 220V, Madeirani, Academia AcquaCenter – Leme e Lemefarma.

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