Frank Silvestrin fala sobre a World Cup em Monterrey

20/04/2010 por Enviar por e-mail Imprimir
1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (3 votos, média: 3,33 em 5)
Loading ... Loading ...
Tritar Rio de Janeiro
Frank Word Cup 1 600x400 Frank Silvestrin fala sobre a World Cup em Monterrey

Foto: divulgação

Por aqui foi incrível. Uma experiência que eu jamais tinha passado: largar numa Copa do Mundo de Triathlon, umas das principais seletivas olímpicas que percorrem os 5 continentes. Terminei lá na casa do chapéu mas com muita satisfação, porque sei o que ainda me espera…

A posição dos atletas no momento da largada da natação é de acordo com o ranking. Largaram na prova 60 atletas, e eu era o número 32 pela ordem do ranking, ou seja, fiquei bem no meio, já que todos os atletas largam de cima de uma plataforma alinhados lado a lado.

A natação foi num lago artificial que ficava dentro de um parque. O percurso era como se fosse uma raia, e a profundidade era de 1,5m, bem estreito e raso, acho que no máximo 30m de largura. Quando deu a largada, todos se espremeram pra entrar dentro dessa raia e seguir o percurso. Todos que estavam nas pontas vieram para o meio, a fim de entrar na raia. Começou a pancadaria, era porrada de tudo que é lado, soco, chute… Cheguei a ficar em pé várias vezes no percurso e depois voltar a nadar. Resumindo: você tem que ter a malícia e entrar na prova com os punhos fechados, nadar dando tapa na água e esquecer quem está ao seu lado. Essa situação fez eu perder eternos 25 segundos, que foi o tempo de diferença para o pelotão principal ao sair da água. Eu levantei com 20’12″ e o pelotão, com 19’45″.

Depois disso, a prova está praticamente perdida, pois no pelotão da frente tem mais de 30 atletas fazendo força e revezando a frente. Você vai ter que pedalar sozinho pra buscá-los e isso é quase ilusão. Parece injusto que míseros segundos possam fazer tanta diferença. O pelotão principal pedalou 2min na frente e depois não tinha como buscar.

Tenho orgulho de dizer que cheguei na 44ª posição e o quanto foi valioso estar correndo com o melhores do mundo. Sem dúvida, eu senti o peso da prova, a tensão da largada, o posicionamento de largada, o nível da prova… mas sei que ainda é preciso correr umas 4 ou 5 etapas de Copa do Mundo pra entrar no ritmo e no clima dessa prova, ganhar a malícia e a experiência necessária.

O nível da prova é forte. Para se ter uma idéia, o atleta olímpico Jarrod Shoemacher, que já foi campeão de Copa do Mundo, chegou na 29ª posição. Danilo Pimentel, 2º colocado no ranking brasileiro, chegou na 45ª, e assim vai. Cada prova é uma prova e não está morto quem peleia e não há esforço sem recompensa!!! Estou muito feliz e já pensando na próxima prova!”

Frank Silvestrin

Gostou dessa matéria? Então curta nossa fan page no Facebook para saber tudo o que acontece no triathlon: facebook.com/mundotri

ou Compartilhar:

Para evitar fraudes, comentários somente para usuários logados no Facebook. Se você quer discutir este artigo, visite nosso Fórum.

x
Loading...
Content Protected Using Blog Protector By: PcDrome.