Ironladies: o desafio das mulheres que treinam triathlon – parte 2

14/02/2010 por Enviar por e-mail Imprimir
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Tritar Rio de Janeiro

No primeiro artigo dessa série, vimos como atletas amadoras conseguem conciliar a pesada rotina de treinos com a família, filhos, trabalho e outras obrigações. Neste vamos ver a rotina de duas atletas da elite brasileira de diferentes gerações, Sandra Soldan e Ariane Monticeli.

Médica e atleta

sandra soldan exit swim 300x300 Ironladies: o desafio das mulheres que treinam triathlon – parte 2

Sandra Soldan

Sandra Soldan já foi a melhor brasileira colocada no ranking da ITU da história, com uma incrível 5ª colocação. Ela também foi 11ª nas Olimpíadas de Sydney (estréia do triathlon nos Jogos), melhor resultado latino-americano até hoje e Campeã Mundial de Duathlon em 2002.

Atualmente, a atleta também trabalha como médica na CBDA desde 2007, desempenhando uma função no controle de dopagem, e mais recentemente na ABCD – Agência Brasileira de Combate ao Doping.

Como outras atletas profissionais, Sandra optou por ainda não ter filhos, devido à grande quantidade de viagens e sua intenção de fazer um mestrado. Para as atletas de elite, é quase inevitável que a família sinta um pouco da ausência em festas, casamentos, aniversários etc. As viagens e a própria rotina de treinos levam a isso.

Outro ponto chave para a vida da atleta é a alimentação balanceada, com proteínas, carboidratos integrais, legumes, verduras e frutas. “Evito frituras e doces, mas às vezes é necessário. Não é uma dieta radical. A suplementação é importante, com multi-vitamínicos e fitoterápicos.” Explica Sandra.

T3: das provas para os céus

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Ariane em seu ambiente de trabalho

A triatleta de elite Ariane Monticeli tem uma rotina bastante atípica, pois trabalha como comissária de bordo em uma grande companhia aérea brasileira, o que torna seu dia-a-dia um enorme desafio, como ela mesmo nos conta:

Sempre programo meus treinos de acordo com minha escala de vôo. Se for fazer um vôo onde não vou conseguir uma bike de spinning, adianto meu treino de pedal, porque normalmente consigo nadar e correr em todas as cidades que pernoito. Em casa é tranqüilo. Moro sozinha, tenho uma moça que me ajuda a limpar a casa uma vez por semana e me viro bem pra fazer minha comida, apesar de estar sempre cansada.

Ariane dá muita importância à sua dieta, especialmente em períodos de competição. Essa parte, que já é normalmente difícil, se torna quase impossível quando se está em uma cidade ou país novo a cada dia. Segundo ela, a “tática é muita força de vontade. Coloco na cabeça que aquilo vai me ajudar a conquistar meus objetivos e sigo corretamente. Sei que não é por muito tempo, depois vou poder relaxar um pouco, mas o importante é ter o foco em mente e não desistir.” Durante os vôos, é necessário levar sua própria comida e se manter firme para não comer o tempo inteiro.

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Ariane em competição

Ao contrário das atletas amadoras, Ariane abre mão de tudo para treinar, mas não se incomoda, pois sua família entende bem seu sacrifício. A maior dificuldade é com os amigos: “Meus amigos é que reclamam mais, sempre querem sair, mas eu vou driblando. Quando não dá mais, paro um pouco e fico com eles um tempo. No trabalho sumo nos pernoites, normalmente nunca saio com ninguém nos pernoites, estou sempre treinando nas academias perto dos hotéis.

A rotina da atleta foi facilitada por não estar namorando atualmente, como ela mesma diz. Assim como a maioria dos atletas, Ariane sempre namorou outros atletas, mesmo que de outros esportes, o que facilita muito o entendimento sobre baladas, horários e alimentação. Aliás, esse parece ser um ponto comum entre todas as atletas entrevistadas, como ressaltamos na primeira parte.

Provas para mulheres

Em outros países, já existem provas de triathlon exclusiva para mulheres. Aqui no Brasil temos algumas corridas de rua com essa característica. Tudo indica que o mesmo acontecerá com o triathlon, esporte que se torna cada vez mais florido e enobrecido com os exemplos de mulheres como as nossas Ironladies.

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