Triathlon pode ser grande novidade na Para Olimpíada de Londres 2012

07/08/2009 por Enviar por e-mail Imprimir
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Rivaldo Martins - crédito: divulgação

Vitória (ES) – Um antigo anseio dos triatletas portadores de deficiência está prestes a ser concretizado. O triathlon, esporte que envolve a natação, o ciclismo e a corrida, que estreou na Olimpíada em 2000, nos jogos de Sydney, na Austrália, pode integrar também a relação dos esportes paraolímpicos.

É que durante a última reunião da Executiva da Federação Internacional de Triathlon – ITU, realizada em Madrid, na Espanha, foi determinada a criação do Comitê de Para Triathlon, que tem como finalidade organizar os esforços e elaborar o plano de ação para a inclusão do triathlon na Para Olimpíada de Londres 2012.

Um dos marcos do projeto de inclusão do triathlon na Para Olimpíada será a participação de para-atletas na 2009 Dextro Energy Triathlon – ITU World Championship Series London, no próximo dia 15 de agosto, que servirá como evento teste para Londres 2012.

Roberto Menescal, a convite da vice-presidente da ITU, Dra. Sarah Springman, ocupou uma das cadeiras do Comitê de Para Triathlon da ITU, iniciando seu trabalho em janeiro de 2009, logo após o término do seu mandato como membro do Comitê de Constituição que ocupava desde 2004.

“Nossa Federação Internacional completa 20 anos em 2009. Percorremos um longo caminho desde o primeiro Mundial em Avingnon – França, em 1989, até a inclusão do triathlon nos Programas Olímpico e Para Olímpico. Atingir esses objetivos em apenas duas décadas sem dúvida é um feito notável. É mais uma prova do sucesso do triathlon e um reconhecimento do trabalho realizado pela ITU”, destacou Roberto Menescal, que é também superintendente da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri).

O presidente da CBTri, Carlos Fróes também já determinou a criação de uma Comissão de Para Triathlon Brasileiro para estender o trabalho no âmbito nacional. A entidade espera que iniciativa atraia maior número de para-atletas brasileiros como é o caso do catarinense André Szucs que já confirmou participação no Campeonato Mundial de Para Triathlon- 2009 que será disputado na Austrália.

Um dos maiores talentos do triathlon brasileiro, Rivaldo Martins também confirmou sua presença no Mundial da Austrália, após sua bela participação no Accenture Paratriathlon Championships em New York, no dia 26 de julho, onde conseguiu a terceira colocação na categoria TR5 (amputados).

Rivaldo não esconde a felicidade com a possibilidade de o triathon passar a ser disputado em uma edição da Para Olimpíada. “Eu que já participei de três Para Olimpíadas na modalidade de ciclismo por não haver o triathlon, seria um sonho ter uma nova chance de representar o Brasil mais uma vez no esporte que realmente me dedico há 25 anos”, destacou.

Ele acredita que o Brasil pode ser muito bem representado. “Eu mesmo já conquistei quatro títulos mundiais e tenho grandes chances de no mês que vem na Austrália brigar por esse título mais uma vez. O André Szucs está se dedicando muito agora ao triathlon e até lá será mais um com grande potencial”, previu.

“Temos também o Roberto Carlos que já representou o Brasil em vários Mundiais e também já conquistou alguns pódios. O Paulo Eduardo Chieffi Aagaard, o Pauê, também já representou uma vez o Brasil no Mundial de Cancun e também se saiu muito bem. Enfim, eu acredito que se concretizando este Comitê, temos tudo para já em Londres irmos com uma equipe muito forte e competitiva”, completou.

Para André Szucs o triathlon em particular é um esporte formador para pessoas com deficiência, tanto para aqueles que já nascem com uma desabilidade física, mas principalmente, para aqueles que por ventura venham a se envolver em acidentes com lesão física.

“Essa questão do desafio é muito trabalhado na fase pós trauma para essas pessoas e o triathlon possui o ingrediente perfeito, já que trata-se de três esportes num só. As pessoas que terminam uma prova de triathlon sentem a incrível energia da missão cumprida, que por sua vez, condiciona a pensar que se conseguem fazer isso, conseguem fazer qualquer coisa”, disse.

“Tenho certeza que mundo a fora, existam muitos adeptos esperando por essa oportunidade, de mostrar suas forças e anseios no supra- sumos dos eventos esportivos, uma Olimpíada”, comentou.

“É um divisor de águas; Uma vez que o processo de inclusão for oficializado e quando todos os países tiverem suas próprias confederações de para-triathlon que suportem seus atletas, sem dúvida, todos verão a briga de próteses para entrar nesse roll”, afirmou.

Fonte: Cortesia Pauta Livre/CBTRI

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