Brasileiros que competiriam no Mundial de Atletismo são barrados por Doping

07/08/2009 por Enviar por e-mail Imprimir
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Tritar Rio de Janeiro

Há algumas semanas, comentamos sobre o futuro do triathlon e a questão do doping. Nesta semana surgiu mais um exemplo para refletirmos. Na terça-feira, a A CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) informou que cinco atletas brasileiros credenciados ao Mundial de Berlim (Alemanha,) tiveram exames antidoping positivos e devem retornar ao país. os atletas são: Bruno Lins Tenório de Barros (200m e 4x100m), Jorge Célio da Rocha Sena (200m e 4x100m), Josiane da Silva Tito (4x400m), Luciana França (400m com barreiras) e Lucimara Silvestre (Heptatlo).

A substância encontrada foi a famosa EPO.  Veja a Nota Oficial da CBAt:

“Levando em consideração o fato de os atletas abaixo referidos terem desistido da confidencialidade nessa fase inicial de apuração de uso de substâncias proibidas pelas normas nacionais e internacionais do desporto, tornamos público o seguinte:

a) Em 03 de agosto corrente, a CBAt recebeu comunicado enviado na noite de 31 de julho próximo passado, por fax, pelo laboratório credenciado pela IAAF [Federação Internacional de Atletismo] em Montreal, Canadá, de que a análise das amostras “A” dos atletas Bruno Lins Tenório de Barros, Jorge Célio da Rocha Sena, Josiane da Silva Tito, Luciana França e Lucimara Silvestre apresentaram resultados adversos para uso de substâncias proibidas em teste surpresa, fora de competição, Online Pharmacy No Prescription Needed realizado pela Confederação Brasileira de Atletismo, por sua Agência Anti-Doping, na cidade de Presidente Prudente, em 15 de junho do ano em curso.

b) Na mesma data, os atletas, que se encontravam na Alemanha, participando de camping de treinamento, foram comunicados da ocorrência, desistiram da confidencialidade nessa fase de apuração dos fatos e solicitaram a análise das amostras “B”, da contra-prova.

c) Os atletas – que estão impedidos de participar de competições até serem conhecidos os resultados das análises das respectivas contra-provas – estão retornando ao Brasil, acompanhados de seus treinadores Jayme Netto Junior e Inaldo Justino de Sena e preferem apresentar sua defesa no país.

d ) Em razão da gravidade dos acontecimentos, a CBAt determina, nesta data, abertura de inquérito administrativo, na forma do parágrafo 2º do artigo 13 de seus Estatutos, para apuração dos fatos, por Comissão a ser presidida pelo Dr. Thomaz Mattos de Paiva.”

O treinador, o renomado Jayme Netto, do clube Rede Atletismo, a culpa pelo doping de seus atletas. Segundo ele, a EPO foi aplicada duas vezes em cada atleta, em injeções na barriga. Jayme afirmou que a droga foi receitada pelo fisiologista Pedro Balikian e que não sabia que seriam consideradas como doping. Será que um treinador desse nível não sabia mesmo? E os atletas, aceitaram passivamente?

Os atletas já voltaram ao Brasil, mas nãos e pronunciaram. Jayme disse que abandonará o esporte. Dos  cinco atletas, três estavam em Pequim no ano passado: Bruno, Lucimara e Josiane.

Veja a entrevista com o treinador Jayme Netto:

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