Opinião: a massificação do triathlon no Brasil

02/07/2009 por Enviar por e-mail Imprimir
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Tritar Rio de Janeiro

O que fazer para que um esporte seja massificado em um país? Creio que um início proveitoso para essa massificação do esporte, seja a presença de um ídolo. Alguém no qual os mais jovens possam se espelhar, alguém que traga algo de bom para as pessoas, que transmita valores. O Colucci, por exemplo, é um cara simples, MUITO dedicado, humilde, conversa com todos, atende a todos, se você olha pra ele, não vê aquele “ar” de superioridade que algumas pessoas tem e fazem questão de deixar bem claro.

Quantas pessoas não o olham e tentam copiar essas atitudes. Mas como nosso esporte não tem tanta visibilidade na mídia, fica difícil difundir aos que não tem acesso. Creio que para a massificação do esporte precisamos de atitudes simples e dentro da nossa aera de atuação.
Acho que a iniciativa de fazer um triathlon fitness (300/10/2,5) como porta de acesso aos novatos. Isso já é praticado em alguns estados. Assim os iniciantes podem ficar mais seguros a praticar uma atividade nova. Dentro dessa novidade seria convidar atletas de Elite para acompanhar os novatos, sem premiação por categoria, somente medalha pra quem termina.

Mas só essa iniciativa não teria valor se os que já praticam não incentivassem a proposta. Já ouvi várias vezes que atletas que fazem distâncias mais longas não fazem uma distância short porque é muito fácil, porque não está no planejamento, que estão treinando para outra prova. Este tipo de atitude vai totalmente ao sentido contrário de apoiar o esporte, de amar o esporte.

Amar o esporte é você ajudar a fazê-lo crescer, não pensar somente no seu resultado e sim em um todo. Mas muita gente que fala que faz triathlon não ama o triathlon. Quando amamos uma mulher deixamos de fazer várias coisas que gostaríamos de fazer para agradá-la. No triathlon seria a mesma coisa. Mas com a vantagem de não deixar de fazer a distância que gostamos de fazer, e sim fazer uma distancia menor.
Aumentando o número de praticantes atrairíamos um maior público para assistir às competições, conseqüentemente empresas veriam isso com bons olhos e passariam a investir parte do dinheiro de marketing em nossas competições. Assim teríamos premiação em dinheiro, medalhas de participação, ótima estrutura e maior segurança.

Além disso, atletas de Elite conseguiriam mais patrocínio e assim teriam uma maior dedicação ao esporte, ao invés de terem outra atividade para bancar sua vida. Isso é só um início de uma discussão que pode não ter fim. Ajudem nosso esporte a crescer, façam sua parte, participem das competições, levem amigos, incentivem seus amigos a praticarem, a gostarem do nosso esporte.

Luiz Francisco de Paiva ( Chicão ) – Triatleta Profissional

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