Aerodinâmica x Recrutamento muscular

22/01/2009 por Enviar por e-mail Imprimir
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Tritar Rio de Janeiro

No triathlon a procura por melhor aerodinâmica faz com que vários atletas se esqueçam de um fator importante: recrutamento muscular, onde a busca pela postura mais Aero faz com que o mesmo perca em solicitação de fibras musculares, gerando em muitas das vezes padrões compensatórios, que irão gerar ineficiência na pelada.

Segundo Paul Hodges (um dos maiores pesquisadores de estabilidade de coluna), quando a musculatura do Core (Grupo de Músculos da Pelve e Tronco que estabilizam a coluna) entram em fadiga, um novo padrão para a pedala é adotado. Este por sua vez ocorre de forma compensatória com o objetivo de cumprir a tarefa. Quando esta compensação é convertida em recrutamento muscular nota-se que músculos desnecessários para a realização da pedalada são recrutados, gerando um maior gasto energético. Levando a fadiga muscular. Partindo deste princípio, é importante se avaliar não apenas a aerodinâmica, mas também a necessidade de um trabalho de fortalecimento muscular e estabilização de tronco, na tentativa de otimizar o recrutamento muscular durante a manutenção da postura aero.

Como exemplo, pegamos um indivíduo despreparado, que esta iniciando a prática do ciclismo, onde observamos que: postura aerodinâmica + instabilidade de tronco = a compensação = maior gasto de energia = fadiga = menor performance = aumento do risco de lesões.

O bike fitting é uma avaliação em que se busca ajustar a bicicleta à postura do atleta, através de modelos matemáticos, formulas estabelecidas pela literatura, medidas angulares e de comprimento de quadril, joelho, tornozelo, ombro entre outros. Alguns modelos de bike fitting baseiam-se apenas em formulas preestabelecidades perdendo a especificidade de cada atleta. Os modelos mais atuais tendo em vista os princípios citados acima usam recursos que fazem de cada ajuste um ajuste individual e personalizado. Estes modelos usam a avaliação postural em primeira instancia como ferramenta para identificar os padrões posturais e padrões de movimento adotados pelo atleta fora da bike (através dos conceitos de biomecânica, dominância muscular e modelos de estabilidade). Para em seguida observar os mesmos padrões sobre a bike. Dessa forma fica mais fácil identificar o que pode ser modificado na bicicleta, seja um ajuste de banco, ajuste de clipe, avanço entre outros, assim como prescrever algum trabalho de fortalecimento para se prevenir lesão ou aperfeiçoar a performance do mesmo.

Após o conhecimento desses princípios fica mais fácil de entender como vários atletas conseguem ter um ótimo desempenho sem o uso de equipamentos aerodinâmicos.

Uma vez que um atleta esta com boa estabilidade, bem treinado, e com uma postura ideal sobre a Bike, fatores como o capacete aero, rodas fechadas tornam-se coadjuvantes em relação ao rendimento.

Dessa forma se reforça o conceito: melhor que gastar dinheiro com equipamentos aerodinâmicos é investir em um bom Bike fitting e em um bom trabalho de estabilização.

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Promoção:

Será sorteado um bike fit na clínica Dr. Fisio, em Belo Horizonte, entre todos que postarem comentários neste post até 30/01/2009. Participem!

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Lincoln Severino
Fisioterapeuta da Dr.fisio
Especialista em bike fitting

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